Tem sonho que parece impossível… como, por exemplo, viajar até o continente gelado. Mas nós vivemos esse sonho!
Fizemos um cruzeiro para a Antártica com as crianças e, neste post, vamos te contar como foi essa experiência emocionante e inesquecível — daquelas que valem MUITO a pena viver.
A Antártida (ou Antártica) é o continente localizado no extremo sul do planeta, onde fica o Polo Sul. Essa região não pertence a nenhum país: ela é administrada pelo Sistema do Tratado da Antártida, que a define como uma zona neutra voltada à paz e à pesquisa científica.
É o lugar mais frio, seco, com maior altitude média e com os ventos mais intensos do mundo. Conhecê-lo sempre foi um desafio. Para quem sonha com essa viagem, existem dois tipos de cruzeiro: o de exploração, com desembarques no continente, e o de contemplação, onde você observa tudo do conforto do navio — uma das paisagens mais fascinantes e intocadas do planeta.
Aqui no blog já contamos como foi o cruzeiro de exploração. Se tiver curiosidade, vale a pena conferir!
Neste post, vamos falar do nosso cruzeiro de contemplação — a melhor forma de conhecer a Antártica com conforto e segurança viajando com crianças.
Embarcamos em Buenos Aires, no navio Norwegian Star, para um cruzeiro de 14 dias que passou pela Patagônia Argentina e Chilena até chegar à Antártica, retornando depois à capital argentina.
O NAVIO
O Norwegian Star é um navio de médio porte da Norwegian Cruise Line (NCL), com uma excelente estrutura: restaurantes, bares, spa, academia, piscinas, lojas, cassino e um teatro com shows diários.
Para quem viaja em família, há também clube infantil e espaço dedicado aos jovens — o que faz toda a diferença!
Além das atividades, o navio contava com pesquisadores que davam palestras sobre a fauna e o ecossistema da Antártica, além de organizarem momentos de observação guiada.
Um detalhe curioso: precisamos assinar um termo de consentimento informando que não há resgate na região da Antártica. Também aprendemos como agir em caso de queda em águas geladas — algo extremamente improvável, mas que reforça a importância da segurança.
Conclusão: o navio nos surpreendeu! As 14 noites passaram voando, com muitas atividades a bordo e paisagens espetaculares durante o trajeto.
QUANDO IR
Os cruzeiros para a Antártica acontecem apenas no verão do Hemisfério Sul, entre novembro e março.
Nós fomos durante o Carnaval, mas vale destacar que a maioria dos passageiros era da Europa e dos EUA — então a data passou praticamente despercebida. Já eventos como o Super Bowl e o Valentine’s Day foram bem mais comemorados a bordo!
ITINERÁRIO
O cruzeiro de 14 dias partiu e retornou ao porto de Buenos Aires:
Dia 1: Embarque em Buenos Aires e início da navegação.
Dia 2: Parada em Montevidéu (Uruguai).
Não desembarcamos, pois já morávamos lá na época. Mas temos vários posts no blog com dicas da cidade!
Dia 3: Navegação em alto-mar.
Dia 4: Escala em Puerto Madryn (Argentina).
Um dos destaques da Patagônia Argentina pela rica vida marinha. Fomos por conta própria até Punta Tombo, famosa colônia de pinguins. Contratamos um remis (tipo Uber) que nos levou e esperou para o retorno.
Dica importante: sempre volte com antecedência ao navio — ele não espera!
Dias 5 e 6: Navegação.
Dia 7: Escala em Punta Arenas (Chile) + navegação pela lendária Passagem de Drake.
Exploramos a cidade a pé, visitando mirantes e museus.
Dia 8: Escala em Ushuaia (Argentina), a cidade mais ao sul do mundo.
Visitamos a estação do trem e o Parque Nacional Tierra del Fuego, além de passear pelas lojinhas locais. Um lugar simplesmente espetacular!
Dia 9: Navegação pelo Oceano Austral.
Dias 10 e 11: Antártica.
O navio realizou navegação cênica passando por regiões icônicas como a Ilha Deception, Baía do Almirantado e Ilha Elefante.
Foi, sem dúvida, um dos momentos mais emocionantes das nossas vidas. Ver de perto toda essa grandiosidade da natureza é indescritível. Observamos baleias, pinguins, aves e inúmeros icebergs. Também passamos em frente à base brasileira na Antártica!
Dia 12: Navegação.
Dia 13: Escala em Stanley, nas Ilhas Malvinas (Falkland Islands).
Por condições climáticas, não foi possível desembarcar. Apesar da frustração (especialmente dos argentinos a bordo), a decisão foi pela segurança. A companhia ofereceu um voucher como compensação. Ainda assim, conseguimos contemplar a ilha do navio.
Dia 14: Navegação.
Dia 15: Desembarque em Buenos Aires.
Uma viagem única, emocionante e transformadora — daquelas que ficam para sempre na memória.
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